Morgan comemora 75 anos do 4/4 com carro igual ao de 1936

O Morgan 4/4 foi o primeiro carro da marca com quatro rodas

O Morgan 4/4 é o carro esporte mais antigo do mundo em produção. Ele foi lançado em 1936 e o modelo fabricado hoje é quase igual ao original.

A Morgan, que fica na Inglaterra, está lançando uma série especial para comemorar os 75 anos do carro.

Uma curiosidade é que antes de fazer o 4/4, a Morgan só fazia carros com três rodas. Para diferenciar o novo carro, a fábrica usou a denominação 4/4, que quer dizer que o motor tem quatro cilindros e o veículo usa quatro rodas.

Outra curiosidade sobre o Morgan é que a estrutura da carroceria é feita de madeira, uma tecnologia que nenhuma outra fábrica utiliza hoje. O carro é muito leve, pesa apenas 920 quilos.

O Morgan já teve motores maiores, com oito cilindros, mas a edição especial usa um quatro cilindros com dois litros de capacidade e potência de 145 cavalos.

Quem quiser um, vai ter que encomendar e esperar bastante: como os Morgans são feitos a mão, a entrega demora até dois anos. E o preço também é bem salgado, cerca de R$ 110 mil na Inglaterra. Para importar um para o Brasil, sairia por pelo menos uns R$ 200 mil.

Aço mais leve que isopor

O novo material tem a espessura de uma folha de papel e usa fios de aço mais finos que cabelo

Cem vezes mais leve que isopor e tão forte quanto o aço normal. Assim é um novo material criado por cientistas americanos, que poderá revolucionar a construção de automóveis no futuro.

Ainda sem ter um nome, o material que tem a espessura de uma folha de papel é feito de várias camadas de uma malha de tubos de aço mil vezes mais finos que um fio de cabelo.

O novo material foi desenvolvido nos laboratórios do Instituto de Tecnologia da Califórnia, juntamente com outras entidades.

Como uma mola

Além de pesar muito pouco, a malha de aço tem outra propriedade interessante: ela volta ao normal depois de ter sido comprimida até a metade de sua espessura.

Os engenheiros acreditam que o novo material poderá servir para ajudar a diminuir o peso dos carros, o que ajuda a gastar menos gasolina. Além disso, por ser muito resistente, pode ser importante para aumentar a segurança dos automóveis.

No início, o material poderá custar muito caro. Por isso, deve aparecer primeiro em carros de corrida, como na Fórmula 1. E, como é verdadeiramente leve, pode ser usado até mesmo em aviões e foguetes espaciais.